O ala Suelton, do Atlântico, voltou a jogar após quase um ano afastado das quadras em função de uma grave lesão no tendão de Aquiles direito. De acordo com o ortopedista Neri Omizzolo, médico que realizou a cirurgia para a reparação, havia falha de aproximadamente seis centímetros, ou seja, não havia como suturar (emendar) as pontas do seu tendão.
Também segundo o médico, foram usados dois tendões para reparar a grave falha existente. No primeiro tendão, foi retirado uma faixa proximal do tendão de Aquiles da região da panturrilha, músculo gastrocnêmio e rebatido para baixo até haver a possibilidade de suturar ao coto do tendão existente.
O segundo tendão inserido foi retirado da parte lateral do pé, chamado de peroneiro curto, foi passado no interior do osso calcâneo através de um túnel e suturado na mesma posição do seu tendão de Aquiles original.
Segundo Omizzzolo, através desta técnica o atleta voltou ao esporte de alto rendimento aproximadamente oito meses após o processo cirúrgico, que é o tempo médio segundo a literatura médica para a recuperação.
Processo cirúrgico raro
Também participaram da cirurgia e do processo de recuperação, os médicos Rodrigo Mocelin, Rinedi Manfredini, o anestesista André Rigo e os fisioterapeutas do Atlântico, Cerineu Araldi e Diogo Tapia. Omizzolo fez ainda um agradecimento especial ao Hospital de Caridade e a Clínica Kozma, pelo envolvimento no processo cirúrgico e de recuperação.
Suelton voltou a jogar no final de setembro, defendendo o Galo na disputa do Gauchão, Liga Nacional e Copa RS de Futsal.
O processo cirúrgico ao qual Suelton foi submetido é raro e a literatura médica indica que a cada três casos, apenas um atleta de alto rendimento consegue retomar as atividades.