A obesidade infantil acomete cerca de 9% de crianças do gênero feminino e 12,4% do gênero masculino no Brasil, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Os números preocupam: segundo estudo divulgado pelo Ministério da Saúde, crianças acima do peso têm mais chances de se tornarem adultos obesos. A obesidade está relacionada com o surgimento de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.
É considerado obesidade infantil quando o Índice de Massa Corporal (IMC) da criança é superior a 30. O número é resultado de um cálculo que relaciona peso, altura e idade da criança. Mas quais são os fatores que estão fazendo esse índice aumentar?
Existem quatro motivos principais que estimulam o acúmulo de gordura: excessos alimentares, pouco gasto calórico, predisposição genética ou maior dificuldade para queimar a gordura do corpo. Dentro desses quatro motivos, há fatores agravantes que veremos a seguir.
Fatores genéticos
De acordo com uma pesquisa do Ministério da Saúde, crianças que têm pais com histórico de obesidade apresentam maior risco de se tornarem obesas quando comparadas às crianças cujos pais apresentam peso regular. Veja um exemplo da porcentagem de risco:
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Pais |
Riscos para a criança |
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Ambos obesos |
80% |
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Pai ou mãe obeso(a) |
40% |
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Ambos não obesos |
10% |
Estresse
Assim como em adultos, o estresse contribui para o surgimento da obesidade em crianças. O nosso corpo entende o estresse como uma ameaça e libera o hormônio cortisol, que desencadeia a produção de adrenalina e de insulina no organismo.
A adrenalina libera açúcar na corrente sanguínea, gerando energia para a contração de músculos para correr – nosso organismo interpreta que estamos em “perigo”. Com a insulina circulando na corrente sanguínea, o corpo entende que precisamos de mais energia, resultando em cada vez mais fome.
Atividades físicas não regulares
Você sabia que, segundo o Ministério da Saúde, o exercício físico contribui com 8 a 20% do gasto diário total de energia? Crianças que são sedentárias apresentam menor gasto calórico, têm dificuldade de queimar gordura e facilidade para armazená-la.
Alimentação não equilibrada
É importante que as crianças tenham uma rotina de alimentação, evitando beliscar doces ou lanches fora do horário. Evite também o jejum prolongado: é mais indicado fazer pequenas refeições ao longo do dia.
Endocrinopatias
Ao contrário do que muitos pensam, as doenças de origem hormonal são causas relativamente raras da obesidade (inferior a 10% dos casos). Algumas delas são: hipotireoidismo, síndrome dos ovários policísticos, deficiência de hormônios do crescimento, entre outras.
Assim como qualquer condição clínica, o tratamento da obesidade infantil varia de acordo com sua gravidade, sendo indicada uma consulta com o médico, para a escolha do tratamento mais assertivo. Aqui focamos nas recomendações gerais, adequadas para a maioria dos casos:
- Reeducação alimentar
- Orientações nutricionais
- Participação da família