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Segurança

Sonar localiza objeto que pode ser a balsa, mas correnteza interrompe mergulhos em Marcelino Ramos

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Corpo de Bombeiros Militar do RS e SC, juntamente com integrantes da Marinha estão participando das
Por Alan Delfin Dias
Foto Portal de Marcelino

Foram retomadas na manhã de hoje (19), as buscas pelo operador de balsa Flavio Tobaldini, de 47 anos, que desapareceu após o rebocador naufragar no Rio Uruguai, na quarta-feira, em Marcelino Ramos.

Participam da operação Bombeiros Militares do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, mergulhadores das corporações e integrantes da Marinha. Também passou a ser usado um sonar, vindo de Florianópolis.

 Apesar dos esforços, os trabalhos vêm sendo dificultados por fatores como a cor turva da água, a forte correnteza, a quantidade de detritos passando, tanto na superfície do rio quanto por baixo, e a profundidade em alguns trechos, que varia entre 15 e 30 metros.

Ainda pela manhã, o sonar detectou no fundo do rio um objeto com aproximadamente 20 metros, que os bombeiros acreditam ser a balsa, que pesa 20 toneladas. O local onde ocorreu a detecção possui cerca de 16 metros de profundidade.

Durante a tarde, o comandante do 7º Batalhão de Bombeiro Militar, major Alessandro Bauer, informou que os trabalhos de mergulho precisaram ser suspensos devido ao risco causado pelo volume das águas.

 

Fechamento das comportas

O ponto foi demarcado, os bombeiros entraram em contato com os responsáveis pela Usina Hidrelétrica (UH) de Machadinho para avaliar a possibilidade de serem fechadas as comportas na tentativa de tentar reduzir o fluxo de água que passa pelo Rio Uruguai em Marcelino Ramos, o que foi feito. “Foram feitas tentativas de mergulho, mas não houve êxito, devido à correnteza. Pelos cálculos dos engenheiros da usina, na manhã de sexta-feira o nível já estaria mais baixo e com isso o trabalho dos mergulhadores seria retomado”.

 

Trabalhos na superfície

Mas o cancelamento temporário dos mergulhos não impediu que os trabalhos na superfície prosseguissem. “Não descartamos que o rebocador tenha se soltado da balsa e esteja em um ponto diferente do rio, assim como o caminhão. Então, as equipes de superfície trabalham buscando indícios, como manchas de óleo, coletes salva-vidas e outros objetos, desta possibilidade”, informou o major.

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