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Economia

Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher

Em Erechim Secretaria de Assistência Social reativou os trabalhos da Coordenadoria da Mulher, que foi criada ainda em 2009

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Foto: Ascom ISD
Por Carlos Silveira
Foto Ilustrativa

 O 10 de outubro é o Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher. A data foi criada em 1980, a partir de um movimento nacional realizado em São Paulo. O Dia Internacional pela não Violência Contra à Mulher é lembrado em 25 de novembro.

O Brasil é o 7º país que mais mata mulheres entre os 84 que compõe o ranking da Organização Mundial da Saúde. São 4 assassinatos para cada grupo de 100 mil. Índices muito superiores à média internacional e inclusive da América Latina.

 Uma estimativa do Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH), tabulados pelo Instituto Santos Dumont (ISD), mostra que no Brasil o número de delitos contra as mulheres quase triplicou. Ou seja, passou de 271.392 registros para 823.127, um aumento de 203.30%. Apesar da Lei Maria da Penha ter sido promulgada há mais de 6 anos, a violência contra as mulheres ao invés de diminuir, vem aumentando.

Em Erechim

 No município de Erechim, conforme a Coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres, Tatiane Uecker, o governo municipal, por meio da Secretaria de Assistência Social, reativou os trabalhos da Coordenadoria da Mulher, que foi criada ainda em 2009.

 A Coordenadoria tem por objetivo principal desenvolver políticas públicas que atendam mulheres, para garantir sua autonomia e empoderamento. Através da Coordenadoria da Mulher, no ano passado, foi implantado o CRAM (Centro de Referência de Atendimento à Mulher) que atende mulheres em situação de violência.

“Desde sua criação, o CRAM já atendeu mais de 360 mulheres e já realizou mais de 1.100 atendimentos encaminhados pelo Poder Judiciário, Delegacias, rede socioassistencial, outros órgãos e setores do município, além da demanda espontânea onde ocorre a procura por atendimento da própria mulher”, garante.

 Atualmente, o CRAM vem realizando trabalhos de prevenção junto às escolas e rede de assistência social do município, realiza rodas de conversas com mulheres em situação de violência. O CRAM conta com equipe formada por assistente social, psicóloga e pedagoga social além da coordenação e apoio administrativo, que prestarão o suporte e apoio necessário para que a mulher consiga superar a situação de violência em que está inserida e garantir seus direitos.

Secretária Clarice Moraes

 Para a secretária da assistência Social, Clarice Moraes, devemos lembrar que a violência contra as mulheres não conhece fronteiras sociais, econômicas ou culturais. Ela afeta todas as idades, raças, religiões e origens. “Portanto, a luta contra a violência à mulher não se torna apenas uma questão feminina, mas sim uma causa que deve unir todos os gêneros, assim como governos, organizações, e a sociedade”.

 “Nós, como poder municipal buscamos trabalhar em rede, na construção de políticas públicas de combate à violência, mas sobretudo criar ações de apoio e amparo, junto a Coordenadoria da Mulher e CRAM. Nosso compromisso é efetivar essas políticas, e assegurar o direito das mulheres, além de buscar cotidianamente formas de erradicar essas violações, para que o respeito e igualdade prevaleçam”, finaliza.

 

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