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Opinião

Memórias de Viagem: Japão e Cruzeiro pelo Mar da China- Parte XVII

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Por Marlei Klein

Há algumas décadas, o sul da China era uma região tão atrasada que a única esperança dos habitantes de um futuro decente era atravessar clandestinamente a fronteira e procurar trabalho na colônia inglesa de Hong Kong. Hoje, fábricas e oficinas margeiam as rodovias, no delta do Rio Pérola, sul da China. Contêineres com a inscrição “Made in China” são carregados de tecidos, brinquedos e jogos, sapatos e componentes eletrônicos para exportação. Grandes caminhões os transportam para os portos de Hong Kong e Cantão.

                       

Reminiscências

Hong Kong era insignificante, perdido no Mar da China, quando foi cedido à Inglaterra depois da derrota da China na Guerra de 1842. No período que pertenceu aos ingleses obteve grande liberdade econômica. Quando foi devolvida, em 1997, era um dos territórios mais ricos do mundo. A nossa viagem continuou rumo ao Vietnã.

Vietnã

Hoje, o Vietnã é considerado uma máquina do tempo de influência europeia. Suas cidades portuárias, durante séculos, foram importantes centros de mercadores e marinheiros japoneses, portugueses, holandeses, chineses, árabes e franceses. Em estados diversos de preservação, sua arquitetura é uma herança de orgulho para a sua população. Até há pouco tempo, não era possível fazer turismo. Era um país fechado pelo seu regime de governo. Mas, hoje, é a sua principal fonte de renda. O governo e a população aderiram aos costumes ocidentais.

Vietnã – Capital Hanói

Ela era chamada de ‘Dama do Oriente’. Está localizada no centro do país. Guarda um ar colonial, pelos seus palácios e casarões tipicamente europeus. Nela encontra-se o Mausoléu Ho Chi Minh, o grande herói e ídolo do Vietnã. Ao lado, encontra-se o ‘Pagode de Um Só Pilar’ e a residência do presidente. Muito interessante é o Templo da Literatura construído em 1070, que homenageia o filósofo chinês Confúcio. Este Templo abrigou a primeira Universidade do Vietnã, de 1076 a 1779.

Cidade de Danang

Danang é a terceira maior cidade do Vietnã. Conhecida como a ‘Cidade das Pontes’. Lugar de muitas construções. Existem duas áreas bem diferenciadas: a área central e a área praiana. Ambas são separadas pelo Rio Han e por cinco belas pontes- daí ser chamada ‘Cidade das Pontes’. Lindas e modernas pontes com farta iluminação. No centro das mesmas, dividindo as pistas, há fileiras de belas árvores e magníficas luminárias. Na parte alta da área central, em meio à natureza, encontram-se belos templos do Reino Champa. Esta é uma civilização que ocupou o país do século IV ao XIV. As construções foram danificadas pela Guerra do Vietnã, por intempéries e pelo tempo. Mas tudo, aos poucos, está sendo reconstruído.  

Nos altos de Danang

Chega-se ao alto por moderno elevador panorâmico. Em 2011, um grande terremoto seguido de um poderoso tsunami destruiu muito do local. Local muito agradável. Muitos bosques, cavernas onde se pode entrar, templos e pagodas. Diante de cada templo, mesmo em ruínas, há um grande vaso de mármore para oferecer o incenso. A cidade é circundada por cinco montanhas, muitas de pedra mármore.                   

Artesãos

Aproveitando a abundância do mármore, artesãos fazem belíssimas obras. São estátuas de Budha, símbolos religiosos e folclóricos. Impressiona muito estátuas gigantescas esculpidas, quase sempre em mármore rosado. A maioria é destinada a templos. Pequenos objetos são ótimas lembranças de viagem.

Tudo em obras

Cidade em constantes obras que geram grande desenvolvimento dessa região. Para chegar à baía de Danang passa-se por um túnel de 6280 metros que atravessa a montanha Passos das Nuvens, chegando à Província de Hue. Tudo reflete a antiguidade vietnamita.

Área central da cidade

Os terrenos para construção, no local, são poucos e muito caros. Todos são de medida padrão: 5 metros de frente por 10 metros de fundos. Vamos encontrar as casas, quase que padrão.  Estreitas de dois pisos. No térreo, fica a garagem e acima, primeiro piso, a residência. Ao lado, pequenos jardins e algumas árvores de pequeno porte. Mas são construções interessantes e bem cuidadas.

Área praiana

Chegando na área praiana parece que estamos em outra cidade. Tudo deixou de ser apertado e amplas avenidas costeiam o belíssimo mar azul. Este lembra as praias do Caribe- águas quentes e limpas. Lindas praias com coqueiros e, ao fundo, as montanhas sob nuvens brancas pairando no ar. Blocos inteiros de habitações de pescadores foram demolidos para dar lugar a hotéis e resorts de luxo. Com o turismo em alta, grandes cadeias internacionais deles chegaram. Operários, constantemente, estão às margens das avenidas plantando flores, cuidando da grama e dos jardins. Mangas compridas e chapéus em pirâmide, eles aparam e irrigam o que está se tornando um moderno e agradável Vietnã.

Conclusão

Estava escurecendo quando, depois de viajar 30 km, chegamos ao porto de Chan May. Nosso pernoite seria no navio, pois no dia seguinte continuaríamos visitando o Vietnã. Na sacada da nossa cabine visualizamos as luzes da noite. Estas, refletidas nas águas.

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