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Estado

Campanha da Legalidade recebe homenagem do parlamento gaúcho

Sessão solene da Assembleia Legislativa resgatou histórico do movimento liderado pelo ex-governador Leonel Brizola

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Lideranças estaduais e nacionais do PDT participaram da sessão do parlamento
Por Francis Maia
Foto Marcelo Bertani

Em sessão solene, a Assembleia Legislativa registrou nesta quarta-feira (24) os 55 anos do Movimento da Legalidade, episódio liderado em agosto de 1961 pelo governador Leonel Brizola, logo após a renúncia do presidente Jânio Quadros. Naquele tempo a defesa da Constituição mobilizou a população junto ao Palácio Piratini durante os 13 dias de resistência, até a confirmação da posse de João Goulart.

Capítulo importante da história

A presidente da Assembleia, deputada Silvana Covatti (PP), fez o pronunciamento de abertura. Ela afirmou tratar-se de “um dos mais importantes capítulos da história política do nosso Estado e um evento a ser recapitulado como um exercício de soberania”.

Silvana destacou a convicção de Leonel Brizola, que, com apoio popular, fez do Palácio Piratini uma fortaleza de resistência pelo respeito à Constituição. "Desse ato de bravura resultou a posse de João Goulart na presidência da República", disse a deputada, lembrando que os dois personagens cumpriram mandatos na Assembleia. Ela descartou a repetição de um momento tão grave como o da Legalidade, e manifestou sua fé no espírito democrático. “Com aquela chama da bravura gaúcha mantida acesa saberemos ser sempre possível a renúncia à tirania”.

Pronunciamentos

A deputada Juliana Brizola (PDT) destacou o patriotismo como simbolismo da unidade popular que, em 1961, conteve a tentativa de golpe militar que pretendia impedir a posse de João Goulart depois da renúncia de Jânio Quadros. Neta do ex-governador, ela referiu da tribuna que “vivemos a maior crise de credibilidade política de nossa história”, marcada pela desconfiança e descrédito da população com seus representantes, exatamente o oposto da inspiração popular que, em 1961, uniu todos pelo cumprimento da Constituição, “impedindo que um golpe militar se instaurasse”.

Conforme Juliana, “a unidade popular é o maior legado do Movimento da Legalidade”, exemplo que precisa ser resgatado “diante da crise política do país e da incapacidade de dialogar e respeitar as diferenças”.

Também se manifestaram os deputados Tarcísio Zimmermann (PT), Ibsen Pinheiro (PMDB), Maurício Dziedricki (PTB), Elton Weber (PSB), Juliano Roso (PCdoB) e Pedro Ruas (PSOL).

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