Todo mundo é diferente, sem exceção. O que dificulta a socialização das pessoas é a criação de estereótipos limitantes em uma era marcada pelo individualismo e antipatia. A busca por status e sucesso, leva os indivíduos a acreditarem em um mundo no qual, todos são perfeitos e isso acarreta em transtornos psicológicos. Contudo, perfeição não existe. São as diferenças que nos tornam únicos, sendo necessário autoaceitação. Afinal, será que vale a pena viver tentando se encaixar e deixar a sua verdadeira essência e felicidade de lado?
Ao longo da história, a imagem do corpo ideal passou por inúmeras transformações. Tempos atrás, um corpo mais avantajado era símbolo de prestígio social, porém, nos dias atuais é visto como desleixo, falta de amor próprio, causando “nojo” e desprezo. Essa intolerância, chamada de gordofobia, corresponde a um dos preconceitos evidenciados no filme a baleia, no qual, são exaltadas as dificuldades, a repugnância, a falta de apoio e o pré-julgamento, principalmente por parte da filha do protagonista, Ellie e o entregador de pizza quando se depara com a realidade vivenciada por Charlie.
Dessa forma, conforme aponta o sociólogo Voltaire: “preconceito é opinião sem conhecimento”. O dia a dia moderno aumentou a pressão social que todas as pessoas sofrem por buscarem um corpo perfeito, o trabalho dos sonhos. Contudo, a vida de todos seria muito diferente se parássemos de nos comparar e vivêssemos sem medo até, porque, você sabe realmente como é a vida do outro, ou será que é só aparência? Pesquisas apontam um crescimento no índice de insegurança, afinal, segundo o poema o medo global, de Eduardo Galeano, as pessoas vivem com medo, e esse medo paralisa.
Por fim, se queremos tornar o mundo mais inclusivo, precisamos da aceitação de todos. É fundamental construir um ambiente favorável, pois o que seria do mundo sem diversidade? Então, aceite as pessoas como elas são e jamais admita ser quem você não é por medo de ser rejeitado. Viva intensamente e nunca se compare com os outros. Seja protagonista da sua história. Desconstrua estereótipos e reflita qual é realmente o sentido da vida? Viver julgando os outros vale a pena?