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Rural

Alterado período de semeadura de soja no RS

Nova portaria do MAPA estende o prazo de plantio da cultura até 28 de janeiro na região do Alto Uruguai

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Os produtores rurais do Alto Uruguai terão até 28 de janeiro de 2024 para semear a soja
Por Emerson Carniel
Foto Divulgação

Um meio de aumentar a renda por parte dos produtores rurais é a semeadura da safrinha de soja, geralmente realizada após a colheita do milho. Inicialmente, esse plano não seria possível seguindo a Portaria Nº 840, de 7 de julho de 2023, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), que estabelecia o intervalo de 1º de outubro de 2023 a 8 de janeiro de 2024 para a semeadura de soja em solo gaúcho, referente a safra 2023/2024. Com isso, inviabilizaria a safrinha da cultura.

Após reuniões e solicitações técnicas por parte do governo estadual e entidades, o MAPA acatou o pedido da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) de regionalizar o calendário da soja no Rio Grande do Sul. A nova portaria Nº 886, de 12 de setembro de 2023, amplia o período de semeadura da cultura e divide o estado em três regiões com intervalos de dias diferentes. Os produtores rurais do Alto Uruguai terão até 28 de janeiro de 2024 para semear a soja.

Renda extra

De acordo com o assistente técnico regional em Culturas da Emater/RS-Ascar de Erechim, Luiz Ângelo Poletto, a possibilidade de ter uma safrinha resulta em um ganho financeiro aos produtores. “É um aumento de renda por parte do produtor, uma alternativa para buscar um retorno financeiro a mais”, comentou.

Caso o calendário de semeadura não sofresse alteração, os produtores não conseguiriam fazer a safrinha de soja e deixariam de plantar milho. “Já que o milho é um cereal importante para a nossa região, nós teríamos uma produção ainda menor”, destacou Poletto.

Ainda de acordo com o assistente técnico, a produtividade da soja, na safrinha, pode chegar até 40 sc/ha, com um custo mais baixo de implantação e uma boa lucratividade.

Conforme o MAPA, o calendário de semeadura é adotado como medida fitossanitária complementar ao período de vazio sanitário, com o objetivo de reduzir o inóculo da ferrugem asiática, uma das doenças mais severas no cultivo da soja.

Área de semeadura

Em Erechim, a área de cultivo da soja na safra 2023/2024 será de 242.802 hectares e produtividade média de 63,5 sc/ha, de acordo com a estimativa inicial da Emater/RS-Ascar.

Poletto explica que o baixo preço do milho implica em maior expansão no cultivo da soja. “A área de plantio neste ano irá aumentar em relação ao ano passado, até por causa, principal fato, do baixo preço do milho, alta safra no centro-oeste e sobra de grãos a nível nacional. Acreditamos que o milho aumente um pouco quando houver um esvaziamento da quantidade produzida, pois é a maior safra da história. Também foi a maior safra de soja, mas o preço, em torno de R$ 140 por saco, é mais viável do que receber R$ 52 ou R$ 54, que é o preço de mercado do milho. Hoje a lucratividade com o milho é muito baixa”, justificou.

Busca por produtividade

Os produtores rurais buscam melhor produtividade nas culturas de verão. “A nossa produtividade no ano passado foi de 49 sc/ha na soja. Uma média boa regional é 63 sc/ha, porque nós já atingimos esse resultado. É claro que tem municípios com maior tradição na soja, que a sua produtividade média, hoje, é 70 sc/ha, como Charrua, Sertão, Erebango, Estação, Getúlio Vargas, Campinas do Sul, Quatro irmãos e Jacutinga”, detalhou o assistente técnico regional.

A Emater/RS-Ascar não tem dados exatos da área destinada para a safrinha de soja. Na safra 2022/2023, Poletto calcula que foram mais de 10 mil hectares semeados.

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