Na manhã da terça-feira, 12, quando cheguei no pavilhão da Accie, para acompanhar a entrega de donativos dos municípios da AMAU, para serem entregues para os atingidos pelas chuvas no RS, avistei várias vans escolares e outros veículos, com os emblemas de suas respectivas cidades.
1.310 cestas básicas
Dirigi-me até lá, no meio de parque e encontrei o secretário municipal de Agricultura de Erechim, Wiliam Racoski, que me recebeu falando do paradoxo entre as chuvas e a seca. Até então não tinha entendido. Foi quando prestei atenção no entorno e estavam sendo descarregadas 1.310 cestas básicas. Pensei rápido: “que legal, mais doações para os atingidos”.
Mais doações, para os atingidos pela seca
Sim, mais doações, mas para os atingidos pela seca do início do ano, e não pelas chuvas recentes. Eram entregas feita pela Secretaria Estadual de Assistência Social, através do Departamento de Segurança Alimentar, para 26 municípios do Alto Uruguai.
Me coloquei a pensar
Realmente um grande paradoxo. E me coloquei a pensar sobre essa situação: seca, chuvas, estiagem prolongada, ciclones, vendavais, El Niño, La Niña. Estamos preparados para viver com todos esses fenômenos?
Transformação e respeito ao meio ambiente
Pelo que vem acontecendo nos últimos anos, precisamos conviver com essas questões, que nada mais é a natureza devolvendo para o homem, o que ele fez de ruim ao longo dos tempos. Precisamos pensar questões ambientais, respeitar os acordos climáticos. Precisamos uma grande transformação cultural de respeito ao meio ambiente. Isso, para amenizar o que vem pela frente.