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Política

Santa Terezinha recebe apenas 0,33% das emendas que tem direto os deputados

Estudo feito pela coluna mostra que em seis anos, ingressou na casa de saúde, pouco mais de R$ 10 milhões dos R$ 3 bilhões que os 31 parlamentares federais têm direito

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Os valores que o hospital vem recebendo ao longo dos anos são baixos, se analisado outros locais que
Por Rodrigo Finardi
Foto Arquivo BD

Os valores que a Fundação Hospitalar Santa Terezinha, recebeu de emendas parlamentares, de 2017 a 2022 (seis anos), só reforça o quanto o Alto Uruguai carece de ter um deputado federal daqui. Digo isso pois cada parlamentar, dos 31 gaúchos, tem mais de R$ 65 milhões cada, por mandato, para destinar aos municípios, sem contabilizar os senadores. Isso dá mais de R$ 2 bilhões de reais em quatro anos.

 

Valores muito baixos

Em seis anos, o Santa recebeu pouco mais de R$ 10 milhões, dos mais de 3 bilhões dos 31 deputados. Isso representa 0,33%, para uma casa que atende 100% SUS e vem acumulando déficit ano a ano. Lógico, que os recursos são para outras áreas também, mas não dá para ignorar que os valores que vem para nós, são muito baixos.

 

Emendas impositivas X emendas parlamentares

Há alguns anos, a Câmara de Vereadores de Erechim trabalha com emendas impositivas, que são indicações para áreas prioritárias, e o Santa vem recebendo recursos constantemente, como esta semana, num valor superior a R$ 250 mil. Mas são vereadores, não deputados federais. Proporcionalmente, é muito superior aos parlamentares de Brasília. 

 

A falta que faz um deputado federal para ‘chamar de seu’

Esse é o custo de Erechim e o Alto Uruguai não ter um deputado federal para ‘chamar de seu’. E também não é culpa dos deputados eleitos, e sim do eleitor, que opta a cada eleição votar em nomes de fora, numa região que tem poucos votos, tirando qualquer chance dos representantes locais.

 

Os valores ano a ano

A seguir os valores repassados ao Santa, via emenda parlamentar, nos últimos sete anos, de deputados federais, estaduais, senadores e da bancada gaúcha:

 

2017: R$ 300 mil (R$ 100 mil de Darcísio Perondi e R$ 200 mil de Osmar Terra).

2018: R$ 100 mil de João Derly.

2019: R$ 1.260.4364,10 (R$ 100 mil de Luis Carlos Heinze; R$ 200 mil de Lasier Martins; R$ 197,77 mil de Marlon Santos; R$ 150 mil de Maria do Rosário; R$ 160,72 mil de Darcísio Perondi; R$ 81,95 mil de Marco Maia; R$ 267,37 mil de Giovani Cherini; R$ 88,33 mil de Marco Maia);

2020: R$ 2.323.048,00 (R$ 168,53 mil de Maurício Dziedricki; R$ 300 mil de Marlon Santos; R$ 300 mil de José Stédile; R$ 454,71 mil de Maurício Dziedricki; R$ 800 mil da bancada gaúcha para custeio do Covid; R$ 100 mil de Paparico Bacchi; R$ 100 mil de Sérgio Turra; R$ 100 mil de Paulo Pimenta).

2021: R$ 3.300.000,00 (R$ 100 mil de Edegar Pretto; R$ 200 mil de Maria do Rosário; R$ 1 milhão de Giovani Cherini; R$ 750 mil de Liziane Bayer; R$ 250 mil de Marlon Santos; R$ 1 milhão de Ubiratan Sanderson).

2022:  R$ 2.728.913,12 (R$ 1 milhão de Marcelo Brum; R$ 100 mil de Elisandro Sabino; R$ 200 mil de Marlon Santos; R$ 650 mil da bancada gaúcha; R$ 500 mil de Alceu Moreira; R$ 200 mil de Osmar Terra; R$ 78.91 mil de Henrique Fontana).

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