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Rural

Cooperativa traz primeira edição do Alfa Jovem para o Alto Uruguai

Serão mais de 200 horas de aula sobre temas estratégicos do cooperativismo de produção

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Daniele Meneguel
Alex Augusto Cortella
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Genuir Parizotto
Eudes Biavatti
Por Gracieli Verde
Foto Gracieli Verde

Trinta e cinco filhos de agropecuaristas ligados à Cooperalfa da região de Erechim e entorno fazem parte de mais um momento histórico para a cooperativa no Alto Uruguai gaúcho: a realização da primeira edição do programa Alfa Jovem neste território. Dentro da cooperativa, este programa já capacitou mais de 700 jovens em 10 anos, consolidando-se como um dos agentes de transformação e qualificação de famílias do campo ligadas ao cooperativismo de produção.

– Nós trabalhamos três pilares que consideramos muito importantes: o cooperativismo, em especial como a Alfa funciona e como eles podem usufruir dos benefícios da cooperativa; a liderança, para que possam atuar como líderes nas suas comunidades, na sociedade em geral e na própria cooperativa; e o agronegócio, com informações técnicas que trazem mais clareza sobre como gerenciar as propriedades rurais – explica o assessor de Desenvolvimento Cooperativista da Alfa, Genuir Parizotto.

No total, serão mais de 200 horas de aula, que seguirão um cronograma até abril de 2024, com interações em grupo e acompanhamento de perto da liderança da cooperativa. Entre os requisitos para participar, além do vínculo com a Cooperalfa, está o de ter entre 16 e 30 anos.

– A cada ano se apresentam novos desafios para a gestão das propriedades rurais e esses jovens precisam de profissionalismo para ter sucesso. Nosso intuito é ensinar muito mais do que como fazer negócios, mas promover a liderança e a união, para que esses jovens possam ser parceiros da Cooperalfa e tenham qualidade de vida na propriedade rural – salienta Parizotto.


 

Valores cooperativos incluem o desenvolvimento de pessoas

Por meio do Alfa Jovem, os participantes terão acesso a conhecimentos diversos, como gestão de pessoas e liderança; comunicação e oratória; empreendedorismo e protagonismo juvenil; filosofia e doutrina cooperativista; autodesenvolvimento; gestão de projetos; gestão rural; imposto de renda; relacionamento familiar; planejamento financeiro e gestão de recursos; além de noções de legislação ambiental. Para coroar esse trabalho, uma formatura também reconhecerá o empenho de cada participante.

No módulo em que reportagem do Bom Dia acompanhou parte do trabalho, o tema abordado era a comunicação e a oratória.

– Este é um módulo muito importante para todos, porque esses jovens precisam se comunicar bem e com eficiência. Antes de ver questões técnicas, temos que nos tornar seres humanos melhores e isso vai ao encontro do nosso autodesenvolvimento – salienta o assessor Parizotto.

Um dos instrutores deste módulo, Eliomar Steilmann, esclareceu que comunicação é que determina muitos dos resultados da vida, nas mais diversas áreas, como nos relacionamentos pessoais e profissionais e também na família.

– São habilidades essenciais e que servem para extrair o que há de melhor em cada um, como abordar os pais em determinados assuntos e assim por diante. Por isso, são trabalhadas mais 30 ferramentas com o grupo, como forma de capacitá-los neste aspecto – revelou.


Gerir uma empresa que “não tem telhado”

Se aproximar da cooperativa, que tem ferramentas como assistência técnica e tecnologias para o produtor, também é um dos desafios propostos pelo programa. Quando o assunto é capacitar os jovens em agronegócio, representa aproximá-los de ferramentas que Alfa dispõe.

– Não é somente ter uma propriedade, mas uma empresa e que “não tem telhado”, sobre com influencias do clima, do solo, depende de chuva. É importante que esses jovens sejam gestores melhores, saibam fazer escolhas em investimentos e demais ações rotineiras com conhecimento – ressalta Genuir Parizotto.

Para o gerente comercial da cooperativa em Erechim, Eudes Biavatti, é motivo de satisfação poder trazer este programa de capacitação para a região. Ele acredita também que a diversidade econômica das propriedades dos jovens será um fator enriquecedor para a experiência.

– Vejo um grupo engajado e que certamente terão bons resultados. Vão poder desenvolver estratégias para sucessão e continuidade nas propriedades rurais. É um pontapé nesse trabalho que vai repercutir também na longevidade da cooperativa – acredita.

O grupo é formato por jovens de diversas áreas de produção, com suinocultura, bovinocultura de leite, avicultura e grãos, a exemplo da participante Daniele Meneguel, de 23 anos, residente em Barão do Cotegipe com os pais Dilvo e Eloísa.

– Quero agregar mais informações para trabalhar na propriedade, além de interagir com outras realidades. É uma oportunidade que a Alfa está proporcionando para termos mais conhecimento – avalia.

O jovem Alex Augusto Cortella, de 19 anos, morador de Três Arroios, também quer aprender mais, especialmente na área da suinocultura – ele mora com os pais Evandro e Juceli. “Hoje vejo que preciso aprimorar esta área para poder fazer a sucessão um dia e ter uma boa fonte de renda”, disse. Em resumo, este é o clima: de aprendizado e troca de experiências.


 

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