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De Erechim ao mundo: jovem realiza sonho de estudar e morar nos EUA

Eduardo Da Rosa Sostisso (17) que sempre gostou da cultura americana, compartilha suas experiências e as etapas que o levaram para outro país

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Eduardo Da Rosa Sostisso, atualmente mora em Winston-Salem, Estados Unidos e busca ser jogador de fu
Eduardo Da Rosa Sostisso, atualmente mora em Winston-Salem, Estados Unidos e busca ser jogador de fu
Por Taiane do Carmo
Foto Arquivo pessoal

Desde pequeno, Eduardo Da Rosa Sostisso (17), sempre gostou da cultura americana, que esteve presente em sua vida por meio de filmes, séries, livros e jogos de videogame. Inicialmente, o erechinense tinha o sonho de um dia ir morar nos Estados Unidos e investir na carreira de jogador profissional de futebol, mas não era algo concreto, apenas uma ideia.

Com a chegada da pandemia de Covid-19 e com mais tempo em casa, ele começou a pesquisar e entender como funcionava o sistema educacional americano e como poderia chegar ao seu objetivo.  A partir daí, o jovem se apaixonou pelo meio e percebeu que era uma possibilidade real. Atualmente com o sonho realizado, estudando na Escola Winston Salem Christian School e morando em Winston-Salem – Carolina do Norte, nos Estados Unidos, desde agosto de 2021, o jovem compartilha suas experiências e as etapas que o levaram para outro país. A seguir, confira os principais momentos da conversa com nossa equipe.

Sobre as etapas que precisou realizar para iniciar os estudos

Eduardo conta, que para ser aceito em uma escola americana precisou contatar diversas instituições. “Mandei para todas as escolas um vídeo que havia editado de melhores momentos (lances que eu tinha jogando futebol), e vários documentos acadêmicos. Consegui cartas de recomendação de professores e treinadores de futebol, histórico escolar, e redações (traduzi todos). Além disso, traduzi e encaminhei documentos financeiros (como imposto de renda) e ainda fiz duas provas de proficiência em Inglês. Depois de encaminhar tudo isso e ser aceito em uma escola com bolsa, fiz o visto de estudante para os EUA”.

Estudo da língua estrangeira

O jovem compartilha, que estudou inglês por cerca de seis anos antes de ir para o exterior. “Quando cheguei lá, no ano passado, já era fluente na língua”, destaca.

Em relação a adaptação na cultura, país e moradia

“Por ter estudado e pesquisado muito a fundo a cultura americana, já sabia em boa parte como era lá. Mas, evidentemente, muitos aspectos culturais foram novos para mim. Felizmente, nada foi muito difícil de se adaptar porque fui pra lá com uma cabeça muito aberta à cultura do americano. E, agora, estando lá há um ano, já estou bem introduzido e adaptado à cultura americana. Atualmente, moro com um “host family” (família anfitriã), compartilha.

Educação americana

De acordo com o estudante, a educação americana é muito mais complexa do que a brasileira. “A meu ver, ela valoriza e premia o esforço do aluno durante toda a sua vida escolar; é muito meritocrática. O aluno geralmente está envolvido na escola não só na parte acadêmica, mas também esportivamente, e através de inúmeras atividades extracurriculares (como clubes de leitura, engenharia, ciências e tecnologia, grupo de líderes estudantis, ações comunitárias, etc.). O esporte, especialmente, é muito presente na vida escolar; a maioria das escolas de ensino médio contam com equipes de inúmeros (mais de 10) esportes diferentes. Na sala de aula, enquanto no ensino médio, o estudante tem grande liberdade para fazer matérias (cursos) que o atraem e que vão de acordo com o curso que deseja fazer na faculdade”, salienta.

Segundo ele, para entrar em uma faculdade, o histórico inteiro do ensino médio do estudante é levado em consideração como notas, participação em equipes esportivas, atividades extracurriculares, serviço comunitário entre outros.

Futuro e apoio da família

Morando há cerca de um ano fora do país, atualmente Eduardo está no ensino médio, que é o chamado “high school” nos Estados Unidos. Ele pretende fazer faculdade de Empreendedorismo e ainda se tornar jogador de futebol profissional realizando mais um sonho. “Em todo esse processo o apoio da minha família tem sido essencial, eles sempre me incentivaram e conto com o apoio incondicional deles nessa minha jornada”, conclui.

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