Para resgatar a tradição culinária local e incentivar a utilização de temperos naturais no preparo dos alimentos, a Prefeitura de Três Arroios e o Centro de Referência em Assistência Social (Cras) iniciaram, em parceria com o Escritório Municipal da Emater, uma rodada de capacitações sobre o tema. Com o nome “Sabor à mesa, ervas e temperos”, as oficinas teóricas e práticas, com 8 horas-aula cada turma, são desenvolvidas com recursos do Fundo Estadual de Assistência Social (Feas).
Troca de experiências
De acordo com a equipe do Cras, os trabalhos desenvolvidos no município visam ampliar as trocas culturais e de experiências entre os participantes, com o objetivo de desenvolver sentimentos de pertencimento e identidade, além de fortalecer vínculos familiares, incentivar a socialização e a convivência comunitária. “Todas as oficinas oferecidas pelo Cras dão amplitude ao conceito de qualidade de vida, como a oficina de temperos, que além de trocar temperos químicos por naturais (prolongando a expectativa de vida), promove a solidariedade, colaboração e autonomia”, destacou uma das representantes do Centro.
Novas turmas em agosto
As capacitações são ministradas pela extensionista social da Emater, Sandra Regina Leichtweis. A representante destaca que, neste mês, mais pessoas participarão das oficinas. “Já realizamos três cursos e no mês de agosto seguiremos a programação para as demais comunidades do interior. Todas as comunidades estão convidadas a participar e buscaremos atender conforme são feitas as inscrições”, pontuou.
Grande ‘leque’ de opções
Sobre a importância da ação, a extensionista social frisou o resgate cultural, mas também a oportunidade de as participantes conhecerem outras opções de uso. “Neste curso, são demonstrados 30 diferentes temperos, entre plantas medicinais, especiarias e condimentos. Incentivamos o resgate e uso de temperos tradicionais, usados pelas famílias e valorizando a cultura local. Mas eles também são abordados para incentivar as pessoas a conhecerem e a se desafiarem a usar novos sabores (como é o caso da páprica e da cúrcuma), além da possibilidade de cultivar novas plantas nas hortas domésticas”, reiterou Sandra.
Durante as capacitações ainda ocorre a troca de mudas, como o tomilho, orégano, alecrim, manjericão e especiarias (principalmente açafrão e gengibre).