Os três anos de atuação do Programa Mais Médicos do governo federal no Brasil foram debatidos nesta quarta (13), na Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa. O ex-coordenador nacional do Programa, o médico Heider Pinto, participou da reunião do órgão legislativo e defendeu com vigor a continuidade da iniciativa no país. “A cobertura na área da atenção básica cresceu mais nos últimos três anos do que nos sete anos anteriores. O número de consultas aumentou significativamente e o de internações hospitalares caiu”, registrou.
Heider, que atualmente é pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), informou que atualmente há 1.194 profissionais do Mais Médicos atuando em 381 cidades gaúchas, o que beneficia 4,1 milhões de gaúchos. “Aqui no Estado, o Programa também prevê a aplicação de um total de R$ 282 milhões para construção, ampliação e reformas de unidades de saúde”, acrescentou.
Questionado sobre a continuidade da ação, ele pediu o apoio dos deputados estaduais para evitar a desestruturação do Programa no governo Temer. “Há muitas propostas em curso no Congresso Nacional que, se vingarem, vão alterar e enfraquecer a sistemática do Programa”, complementou.
O pesquisador afirmou que é fundamental a aprovação da Medida Provisória 723/2016, que prorroga a permanência dos profissionais estrangeiros do Mais Médicos no Brasil por mais três anos. A medida foi assinada pela presidenta Dilma Rousseff no final de abril e depende do aval dos deputados federais e senadores. “Está em jogo a saúde de 63 milhões de brasileiros, contingente hoje beneficiado pelo projeto. A sociedade tem de pressionar seus deputados federais e senadores a fim de que isso seja resolvido o mais rápido possível. Ficar sem médicos nos postos de saúde é impensável”, afirmou Valdeci.
Além dos deputados e do ex-diretor nacional, o debate sobre o Mais Médicos na Comissão de Saúde contou ainda com a presença de seis médicos e médicas cubanos que atuam em Porto Alegre pelo Programa, além de representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).