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Região

Situação de emergência: perdas em função da estiagem passam dos R$ 10 milhões

Em Mariano Moro a quebra chega a 70% na cultura de milho, com frustação do plantio da cultura da soja, 40% na produção de leite, 25% na citricultura e 75% na cultura do milho silagem

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Seca comprometeu as redes de água do município
Escassez em poços, açudes, sangas e prejudicando o consumo humano e animal
Até o rio para captação está com nível baixo
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

O município de Mariano Moro decretou situação de emergência em função dos efeitos da estiagem que já estão comprometendo o abastecimento de água para consumo humano e animal. O prefeito, Irineu Fantin, publicou o decreto no último dia 20 de novembro que tem validade por 180 dias.

Ele explica que o índice pluviométrico no território de Mariano Moro nos últimos meses foi muito abaixo da média histórica para o período, o que gerou uma série de prejuízos para a produção agrícola. Fantin afirma que as perdas chegam a 70% na cultura de milho, com frustação do plantio da cultura da soja, perdas de 40% na produção de leite, 25% na citricultura e 75% na cultura do milho silagem, segundo relatório da Emater, totalizando um prejuízo já estimado em R$ 10.927.528,00.

O laudo da Emater, segundo o prefeito, mostra que as lavouras de soja estão com baixo estande de plantas e terão seu potencial produtivo prejudicado, reduzindo a produtividade.

Fantin observa que a estiagem prolongada ocasionou a diminuição considerável da capacidade de abastecimento das redes de água do município, tanto na área rural como urbana, com escassez em poços, açudes e sangas, prejudicando, desta maneira, o abastecimento para consumo humano e animal.

O levantamento realizado através da Secretaria Municipal da Agricultura mostra que a estiagem sofrida nos últimos meses é a principal causa dos grandes prejuízos econômicos do município. O município está dando suporte para a população com todo o aparato disponível para minimizar os efeitos do desastre, bem como para assistência e socorro aos afetados.

Conforme o laudo da Emater, a situação se agravou muito no município já que a estiagem iniciou no fim de 2019 e se estendeu até o primeiro semestre de 2020. E as chuvas ocorridas no inverno não foram suficientes para repor a condição normal das nascentes e a umidade do solo para o correto manejo das atividades agropecuários desenvolvidas no município.

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