Tem algo me incomodando profundamente. Esse negócio das cores das bandeiras. Vira vermelha, volta a ser laranja, de novo vermelha e mais uma vez laranja. Tentarei explicar o que me incomoda. Os dados da situação da região são repassados para o Estado (Gabinete da Crise da pandemia). Analisando 11 indicadores, ele anuncia as novas cores das regiões. Então a região de Erechim é anunciada como bandeira vermelha.
Corrida contra o tempo
Então a prefeitura e os municípios da AMAU, correm contra o tempo para apresentar recursos. E pelo que se sabe, esses recursos nada mais são, que as informações repassadas antes das sextas-feiras, quando foi anunciado que estávamos na bandeira vermelha.
Criando insegurança
De posse dos recursos, o Gabinete da Crise, analisa e volta atrás, nos tornando laranja novamente. Não quero em hipótese alguma desacreditar o distanciamento controlado, porém está criando uma insegurança muito grande. E se escuta de tudo nessas horas “somos reboque de Passo Fundo”; “o governo não gosta do Alto Uruguai”, e por aí afora,
O interior poderá atender a grande Porto Alegre
Com os números de casos crescendo na grande Porto Alegre, e algumas cidades já colapsadas, com 100% de sua capacidade de atendimento tomada, é natural (caso os índices não melhorarem) puxar outras regiões. E isso acontece, pois a regulação das vagas de UTI Covid é feito pelo Estado. Então, se faltar leitos na grande Porto Alegre, os pacientes são transferidos para outras cidades que tem vagas disponíveis. E Erechim é uma delas.
Tomada de decisões difíceis
Sei que é difícil a tomada de decisões dos governos, diante de uma crise sanitária e uma crise econômica. Porém, não é necessário complicar o que já está complicado.
Macrorregião norte, incluindo Passo Fundo
O governador Eduardo Leite, quando anunciou na segunda-feira, o retorno de Erechim para a bandeira laranja, deixou muito claro que pertencemos a macrorregião norte e que compreende Passo Fundo: “Erechim está sob alerta de restrições”, disse o governador.
Questão de tempo
É uma questão de tempo para sermos bandeira vermelha de forma efetiva, e talvez, não pelos nossos números, mas sim os de Passo Fundo. Que a força política da maior cidade do norte gaúcho seja forte.