A situação da ERS 126 está caótica, intransitável, a rodovia liga as regiões da Amau e da Amunor no norte e nordeste do estado. O Jornal Bom Dia recebe continuamente queixas de motoristas que trafegam no local sobre as péssimas condições da estrada, que não tem asfalto e se fosse pavimentada contribuiria muito para o desenvolvimento social e econômico dessas regiões, com reflexos efetivos, na educação, agricultura, comércio, saúde e, principalmente, no turismo. É de conhecimento comum que sem infraestrutura é muito difícil esse setor se estruturar, atrair turistas, e quando consegue fazer isso, os visitantes não retornam em função das precárias condições de trafegabilidade. Resumo: prejuízo para os negócios impedindo o desenvolvimento dos municípios.
Conforme a prefeita de Maximiliano de Almeida, Dirlei Bernardi dos Santos, a estrada está muito ruim, e nesta sexta-feira (12), de manhã, haverá uma reunião em Sananduva com os presidentes da Amunor e Amau, lideranças regionais e a comissão que está cuidando do asfaltamento da ERS 126.
O objetivo da reunião é unir as duas regiões em prol do asfaltamento da rodovia. No sábado, a comissão se encontra com o senador Luis Carlos Heinze em Marcelino Ramos para tratar também desse assunto, expondo toda a situação ao senador. Além dos esforços das lideranças da região da Amau e Amunor, o grupo também está buscando apoio dos municípios da Amzop, para mútua cooperação em projetos de infraestrutura na região.
A prefeita ressalta que há uma mobilização das lideranças regionais, que está engajada, focada na resolução desse problema que perdura há anos e afeta negativamente milhares de pessoas. Dirlei afirma que a ERS 126 já tem o projeto ambiental e de engenharia pronto, falta captar os recursos que viriam por meio de emendas parlamentares dos deputados federais da bancada gaúcha.
Dirlei comenta que o valor da obra de asfaltamento dos 25 quilômetros da ERS 126 está estimada em R$ 35 milhões. Segundo a prefeita, nos próximos dias a estrada deve receber obras de manutenção. “Tem buracos que quase cabe um veículo inteiro dentro. A gente está pedindo de imediato essa recuperação porque a situação está crítica”, observa.
Ela afirma que o Daer informou que nos próximos dias uma empresa vai realizar a recuperação. “Inclusive o município se disponibiliza a fornecer o cascalho, contanto que seja feita a recuperação”, diz.
A prefeita sabe que mesmo que consiga os recursos para pavimentação a liberação dos recursos é muito demorada. Também está nos planos da comissão pró-asfalto ir a Brasília, no mês de agosto, com uma comitiva de prefeitos, vereadores e empresários para batalhar por recursos.
Dirlei ressalta que passam pela ERS 126 diariamente centenas de pessoas, pacientes da saúde, estudantes, transporte de cargas agrícolas, do comércio, é uma rodovia muito movimentada, uma ligação inter-regional que precisa de asfalto. “O desenvolvimento da nossa região só vai se dar no momento que conseguir ligar essas duas regiões. Não adianta ficar falando em desenvolvimento quando não se tem acesso de qualidade”, afirma.
A prefeita acrescenta que com o asfaltamento além de Maximiliano de Almeida que serão beneficiados muitas outras cidades da região, inclusive todo o Alto Uruguai, “que também perde muito com a falta desse asfalto”.