14°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Geral

Coopertrans: missão desafiadora de trabalhar no trânsito

Profissionais relatam as dificuldades de estar diretamente expostos às diferentes situações das estradas

teste
CADERNOTRÂNSITO27.jpg
Por Izabel Seehaber - izabel@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

Pedro Inácio Hartenann tem 55 anos e trabalha como motorista a 33. Eugênio Vendruscolo tem 31 anos e atua há nove anos nas estradas. O que eles têm em comum além da profissão? O desafio diário de enfrentar o trânsito e as diferentes situações pelas quais estão expostos. 
À reportagem do Bom Dia, Pedro e Eugênio comentaram que percorrem cidades como Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Salvador, entre outras regiões do país. Nesses contextos de distâncias e realidades diferenciadas, a principal reclamação está relacionada à falta segurança e problemas nas vias. 
Na BR 386, uma das rodovias em que os motoristas mais circulam, falta sinalização e muitos reparos na via. Os problemas aumentam os riscos para os motoristas. "As rodovias em São Paulo estão entre as melhores, sendo que a maioria tem pista dupla. Um dos piores trechos é o que liga o Rio Grande a Curitiba, tem muitos acidentes.Aonde as rodovias tem pedágio, geralmente as condições são melhores. Contudo, há lugares perigosos, em que ocorrem vários acidentes", comentam, citando que a nossa região precisa uma atenção."A sinalização pode ser melhorada", completam.
Fatores de risco 
Além dos riscos no trânsito, segundo o motoristas, há problemas de roubo e de estrutura para os profissionais que atuam nas estradas. 
Para eles, a lei seca veio contribuir muito com o trânsito. "Aos motoristas de caminhão também vieram nossas regras que organizam melhor e geram reflexos no desempenho na estrada", pontuam.
Pedro e Eugênio disseram ainda, que diante da vivência no trânsito, a maioria dos acidentes ocorre em razão da imprudência, tanto por parte dos veículos leves, como também de caminhões."Há ultrapassagens erradas, precisamos frear muitas vezes para evitar problemas graves. Respeito no trânsito é fundamental", alertam.
Cenário de preocupação
Para o presidente da Coopertrans, Walmor Francisco Bruschi, a segurança no trânsito é algo complicado. "O governo reduziu os investimentos para a polícia e isso só dificulta. Percebemos que a atuação dos policiais também ficou comprometida em muitos casos, com ações limitadas", opina.
Segundo o empresário, principalmente nos grandes centros a situação é delicada. "Em Curitiba, há muitos riscos, inclusive de roubos. Isso tudo preocupa, pois percebemos que há um desestímulo a ser motorista de caminhão, principalmente de longa distância", comenta. 
Bruschi diz ainda, que as condições das vias são precárias e os espaços de apoio aos motoristas também são praticamente inexistentes. "Muitas empresas acabam sobrecarregando os funcionários e isso faz com que muitos desistam da profissão ou dirijam em excesso, o que pode aumentar os riscos de acidentes", afirma. 
Para o presidente da Coopertrans, as rodovias estão desassistidas e os governos investem muito pouco. "Fala-se muito na duplicação das rodovias, a qual é importante, mas hoje em dia seria importante também, aterceira faixa, a qual seria uma alternativa mais rápida para organizar o trânsito", avalia. 
Diante desse cenário de dificuldades, a educação no trânsito é fundamental. "É preciso calma, prudência e atenção redobrada para evitar ultrapassagens equivocadas, observando sempre a velocidade", reforça.

 

Leia também

Publicidade

Blog dos Colunistas