Não olhe para os lados
Está causando um certo frisson o novo filme com o badalado ator Leonardo di Caprio: Don’t look up! (Não olhe para cima). Sem dar o chamado spoiler, o filme conta os bastidores do poder quando uma dupla de cientistas descobre que um grande meteoro irá colidir com o Planeta Terra. Em formato de sátira, a película aborda de forma sutil, como as questões materiais podem influenciar as escolhas dos nossos governantes, fazendo com que os ganhos sejam priorizados em detrimento da vida. Este filme, acendeu em mim um questionamento muito comum nos dias atuais e que já ficou até chato de conversar: a vacinação contra o Covid. E neste mundo de informações e polarizações, chegou a hora de vacinar nossas crianças.
Vacinar ou imunizar?
Sem querer puxar para qualquer lado, negacionista ou não, quando o assunto é Covid, ninguém acerta. Quem ousar dizer algo a respeito só consegue uma certeza: vai errar. Ousemos! E a tal vacina, é boa ou não? Se é boa, porque tem que tomar duas, três, quatro doses, como já ocorre em Israel? Seriam doses “fracas”? E o preço da primeira dose, foi também diluído? Gerou algum desconto nos gastos públicos? São muitas as perguntas, mas ouso dizer que estar vacinado não significa estar imunizado. Imune é aquele que fica inerte à ameaça. São muitos os casos de pessoas vacinadas e que se contaminaram mais de uma vez, até com mais gravidade. Afinal, é vacina ou uma quase-vacina?
Vacinar as crianças
Pertenço à geração das vacinas. Sarampo, poliomelite, varíola. Era vasto o cardápio de vacinas na minha infância. O Dr. José Luiz Louzada, meu pediatra, tinha um quadro delas atrás da porta do seu consultório na Rua da Praia com a Dr. Flores. Um check list que fazia as crianças calcularem quantas injeções teriam de tomar ao longo da vida. Era pedagógico, como usar Kichute. Quantas vidas foram salvas com o advento desses fármacos! Isso é incontestável. Hoje, criança não entra na escola sem o seu manual carimbado. Ademais, são elas o público alvo das vacinas. Porque haveria de ser diferente no caso da Covid? Tudo depende do tempo e da forma como serão testadas. Desconheço qualquer caso em que crianças tenham morrido por conta delas. Porém, para serem aplicáveis em crianças, levavam anos e anos até serem devidamente aprovadas. E com a Covid, foi assim, ou não? Qual interesse prevaleceu?
Não olhe para os lados
Por essas e outras que esse filme me despertou algo duvidoso. Considerando o fato de as crianças não figurarem entre as principais vítimas dessa praga, não seria cedo demais aplicar tais “imunizantes”? Isso ninguém responde, ninguém se manifesta. A endocrinologista do meu filho mais novo, que é especial, afirmou não ter problemas, mesmo não tendo conseguido responder às minhas perguntas. Então, fico sestroso e pensativo: quem ganhará com tudo isso, os vacinados ou a indústria farmacêutica? Bom seria se fossem ambos. Não tenho mais um Louzada, que com a firmeza de um Churchill, bateria no peito e assumiria a bronca. Não te fresqueia! Diria ele. Melhor “não olhar para os lados” e aceitar, bem como acontece no filme. Na dúvida, crie coragem e, se tiveres interesse, leia a bula da vacina.